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Nike “Ouse Ser Brasileiro” – Melhor comercial de futebol da história!

2 dez

Depois de muito mistério e teasers finalmente a Nike Futebol revelou seu novo filme – Ouse Ser Brasileiro, que para mim é o melhor comercial de futebol da história!!!

O filme mostra como cada jogador enxerga o jogo de um jeito diferente e, juntos, formam o time mais forte da história do futebol!!!

O Thiago Silva é o chefão da mafia, ninguém invade seu território.
O Paulinho joga como o craque da várzea.
O David Luiz é um super-heroi fodástico.
O Bernard joga contra GIGANTES.
E o Neymar tá fazendo a festa batendo aquela pelada na praia.

Confira o vídeo!!!

E os posters animais da campanha!!!

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Voz da Arquibancada – O Palmeiras voltou a ser Palmeiras

22 jun

Todos presenciaram ou assistiram o intenso Palmeiras x Grêmio de ontem. Classificação e resultados a parte, esses dois jogos foram uma redenção para o espírito palmeirense. São 10:28 da manhã e nenhum jornalista esportivo escreveu sobre isso. Então eu resolvi tentar colocar em palavras o sentimento que tomou conta dos palmeirenses ontem.

O gigante não está mais adormecido, o Palmeiras voltou a ser Palmeiras.

Eu sou palmeirense há 22 anos. Eu sou palmeirense desde que nasci. Não vivi os anos da academia de futebol, era muito novo durante a maior parte da era Parmalat. Lembro-me muito bem apenas da alegria da Libertadores de 99. E da tristeza do mundial, onde, pela primeira vez, chorei pelo Palmeiras.

Nos anos seguintes, chorei mais. Chorei pela má administração, pela safadeza, pelo amadorismo que tomou conta do clube. Vi o time ser rebaixado. Vi o time se afundar em dívidas, em derrotas vergonhosas, vi o Palmeiras perder o Brasileiro ganho de 2009, ser taxado de time pequeno, de Portuguesa, de Guarani.

Como se o Palmeiras fosse pequeno. Como se essa camisa não representasse nada.

Dizem que a sorte compensa os bons, talvez isso justifique a maré de azar do time recentemente. A maneira desleixada pela qual o clube foi administrado influenciou dentro de campo. Brigas, jogador apanhando, intrigas no elenco, vexames… tudo isso aconteceu. Aconteceu também de jogos ganhos se perderem, da bola palmeirense bater na trave e sair enquanto o chute adversário entrava.

Mas, de uns meses para cá, alguma coisa aconteceu: o time mudou. Cesar Sampaio chegou e o vestiário acalmou. Barcos chegou e colocou o peito para receber qualquer bola ou flechada lá na frente. Valdívia foi sequestrado e o time se uniu. Pouco antes do primeiro jogo contra o Grêmio, disse a um amigo que o sequestro mudaria a equipe – “André, os tempos de vacas magras acabaram”– e mudou.

Veio o primeiro jogo e o Palmeiras ganhou. Veio o segundo jogo, a chuva caiu, a torcida lotou o estádio e algo novo aconteceu: nossa bola bateu na trave e entrou. Bateu na trave e entrou em um chute de Valdivia, o mesmo cujo sequestro unira a equipe. Aquela bola, aquele chute, aquela comemoração, aquele gol. O Palmeiras estava de volta. Eu senti, meu pai sentiu. Todo palmeirense sentiu.

Saíram o grito e o orgulho que há tanto tempo estavam entalados no peito. A confiança está de volta ao Palestra. O Palmeiras redescobriu-se Palmeiras, a camisa alvi-verde voltou a brilhar. Não, não ganhamos nada, ainda não somos campeões. Podemos até perder essa título na final, mas voltamos a ser Palmeiras. Voltamos a ser Palmeiras. O Palmeiras que luta, briga, joga bola, da defesa que ninguém passa, da linha atacante de raça e da torcida que canta e vibra.

E, quando o Palmeiras é Palmeiras, não é fácil para ninguém. Avanti alvi-verde imponente.

No último Voz da Arquibancada – Eu sou gremista. As razões para ir ao jogo na quinta-feira.

Voz da Arquibancada – Eu sou gremista. As razões para ir ao jogo na quinta-feira.

19 jun

Começamos hoje com a nova coluna do blog: Voz da Arquibanca.

O intuito dessa sessão é simples: dar voz para que o fã de futebol fale o que quiser! Pode ser sobre futebol, um jogador, um momento, um time… não importa!

Para participar, basta enviar uma e-mail para alemdoplacar@gmail.com e diremos o que você deve fazer! (;

O primeiro post da sessão é do Márcio Marinho, torcedor do Grêmio.

Eu sou gremista. As razões para ir ao jogo na quinta-feira.

Román Riquelme, Rodrigo Palácio, Martin Palermo, Neri Cardozo, Battaglia, Ledesma, Ever Banega de um lado. Patrício, Teco, Lúcio, Amoroso, Tcheco, Tuta e Everton de outro. O time de Tutas e Patrícios da precisando ganhar por 4×0 do time de Riquelme e Palermo.

Eu acreditei. Eu e mais outros milhões de apaixonados. Todos tinham a irracional certeza de que, sim, o impossível sempre é possível para o Grêmio. Não deu, claro. Mas eu e outros 50 mil torcedores estávamos cantando, felizes, apoiando o nosso Grêmio perdendo de 5×0 aos 45 minutos do segundo tempo.

O título estava perdido, mas, como cantamos “mesmo não sendo campeão o sentimento não se termina”. Ao fim do jogo cantamos mais alto. Chorando eu cantava e olhava para o lado e via outros milhares de gremistas chorando. Mas sem abaixar a cabeça. O Grêmio é maior do que qualquer derrota. O Grêmio é acreditar até o último segundo, e, se não der certo, levantar junto com o clube, que é o imortal e não perde nunca.

Muita gente me perguntou se eu irei no jogo de quinta-feira, com o Grêmio precisando vencer por 3×0 o Palmeiras nos píncaros de Barueri, uma terra de ninguém. Óbvio que vou. Eu não largaria o meu clube na ruim.
Caso ele caia, vai cair junto de mim. Nos meus braços e no de outros 5 mil gremistas que vão sair de Porto Alegre em plena semana para apoiar e cantar os 90 minutos.

Eu vou porque eu sou gremista e isso não me faz torcedor de um time e sim vivente de uma filosofia. Eu vou porque acredito que o futebol não são as pedaladas e firulas alegres jogadas no Brasil. Vou porque sei que o futebol é a síntese da vida e, sendo assim, é dura e traz sofrimento, sangue e suor. Vou porque sou do clube que, mesmo com tantos craques, carrega a figura do Dinho em suas bandeiras e tem um Sandro Goiano com os pés cravados na calçada da fama. O Grêmio não é samba. É um tango. O Grêmio não é futebol. O Grêmio sou eu. E todos nós.

Eu vou porque o que o Grêmio hoje tem de mais importante somos nós. O dia em que deixarmos de acreditar, o Grêmio deixa de existir. Nos tempos de tristeza e derrotas é que mostramos o quanto NÓS fazemos o Grêmio grande e imponente.
Já vi o meu Grêmio mesmo rebaixado, já cortei o país de ônibus e sem dinheiro atrás do meu time na Série B, já tive uma arma apontada na minha cabeça na saída do Maracanã para ver o Grêmio. Não vai ser agora, precisando ganhar de um time cujo maior trunfo é um treinador que carrega o Grêmio no coração, que abandonarei.

Quinta-feira estarei lá. Mais de 10 ônibus vêm de Porto Alegre. Cantaremos mais alto que os outros 15 mil palmeirenses, com certeza. Mesmo que a bola não entre, que a classificação não venha, que o grito entalado na garganta não desate todo o sofrimento carregado por 11 anos sem título.

Eu vou porque sou Grêmio. Vou porque acredito. E mesmo não sendo campeão o sentimento não se terminar. E da-lhe tricolor!

– Por Márcio Marinho, torcedor do Grêmio.

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