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Craque é Craque – Ademir da Guia

8 out

É, rapaz, a situação do Palmeiras de hoje tá tão feia que é melhor olhar para o passado… confira então a carreira do melhor jogador alvi-verde, o divino Ademir da Guia!

Sim, Ademir da Guia tem relação com o zagueiro Domingo da Guia, é filho dele! Ademir começou a carreira no Bangu, mas foi no Palmeiras onde construiu sua história!

Camisa 10 nato, Ademir possuía passadas largas, parecia lento, mas era rápido. Os volantes adversários reclavam, diziam que “marcar Ademir é muito cansativo… corro o dobro, pensando que estou só andando”.

Além disso, Ademir fazia vários gols de falta, era muito inteligente, possuía extrema calma e paciência na frente do goleiro, dava toques sutis na bola, não tinha essa de bicão… e ainda batia de longe e chegava na área para cabecear!

Muito calmo e paciente, Ademir fazia a bola correr por ele… chegou inclusive a dizer “quem tem que correr é a bola, eu que tenho pulmão, não”.

Ademir é o 3º maior artilheiro da história do Palmeiras, clube pelo qual jogou mais de 900 vezes. Nessas partidas, o Verdão ganhou mais de 500 e perdeu menos de 150! Ganhou 5 campeonatos paulistas, 2 Robertões, 1 Taça Brasil e 2 Brasileiro. Pela seleção, figurou na Copa 74, mas não obteve sucesso.

No último Craque é CraqueBebeto.

Craque é Craque – Bebeto

10 set

Faz tempo que não rolava um Craque é Craque, voltemos então com um belo atacante brasileiro, algo em falta nos dias de hoje: BEBETO!

Como jogador, foi Tetracampeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994 e vicecampeão na de 1998. Uma de suas marcas registradas era o gol de voleio, onde rebatia a bola num salto de lado, geralmente caindo no chão, e mandando direto pro gol.

Mundialmente, Bebeto ficou imortalizado pela comemoração onde simulava embalar o recém-nascido filho Matheus, realizada após ele marcar o segundo gol do Brasil contra os Países Baixos na Copa de 1994.

Bebeto começou sua carreira em 1982, no Vitória, destacando-se e de lá transferiu-se para o Flamengo no ano seguinte. Em 84 e 85, ficou sem ganhar um único título. Bebeto só foi conquistar seu primeiro título em 1986, um Carioca sobre o Vasco.

Em 1987, finalmente ganharia de vez o coração da torcida. O Flamengo perdeu o Carioca para o Vasco, mas no torneio Copa União, o jovem marcou um gol por jogo, inclusive o solitário tento do título na final, contra o Internacional. Em 89, Bebeto veio com uma grande surpresa: troco o Flamengo pelo arquirrival Vasco da Gama para as disputas do Brasileirão de 1989.

Apesar da controversa transferência, deu-se bem: mesmo criticado, o elenco conseguiu quebrar quinze anos de jejum e faturar o segundo título brasileiro do clube. Bebeto participou ativamente da conquista daquela SeleVasco, repleta de garotos: Luiz Carlos Winck, Marco Antônio Boiadeiro, William, Sorato e Mazinho, além de Acácio e Quiñónez.

Em 1992, a situação voltou a melhorar: o Vasco faturou o Carioca e vinha bem no Brasileiro, liderando a fase inicial, com Bebeto, em grande fase, fazendo dupla com o jovem Edmundo. Porém, na segunda fase de grupos, o clube perdeu a vaga na final para o arquirrival Flamengo, que se sagraria campeão. Restou a Bebeto a artilharia do campeonato e as primeiras e únicas Bolas de Prata da Placar, como um dos melhores atacantes e também como o artilheiro daquela edição do Brasileirão. Seu desempenho chamou a atenção de uma pequena equipe espanhola, o Deportivo La Coruña.

Chegou com outro brasileiro ao clube galego, Mauro Silva. Bebeto logo demonstra seu faro de gol: termina a sua primeira temporada em La Liga, a de 1992/93, artilheiro com 29 gols. O Depor termina em terceiro, atrás apenas da dupla Barcelona e Real Madrid. Os prognósticos para a temporada seguinte foram mais promissores, com o clube disputando a Copa da UEFA pela primeira vez.

Em 96, aos 32 anos, Bebeto deixou o Deportivo, voltando ao Flamengo, em uma transação que envolveu a ida de Romário, então o grande ídolo rubro-negro, para o Valencia. Deixou a Galiza como o maior artilheiro da história do clube, que por um tempo continuaria a disputar assiduamente os títulos nacionais.

Após sete anos, voltou ao Flamengo para as disputas do Campeonato Brasileiro de 1996. Porém, a relação com a torcida rubro-negra não era a mesma; poucos haviam se esquecido que, em 1989, o atacante declarou-se vascaíno na infância, ao chegar a São Januário. O Flamengo fez péssima campanha no Brasileirão e Bebeto acabou sendo responsabilizado.

Ainda em 1996, desligou-se novamente do Flamengo e voltou à Espanha, agora para jogar no Sevilla, mas não se saiu bem. Em 1997, transferiu-se para o Vitória, graças ao patrocínio do Banco Excel-Econômico, que trouxe ainda Túlio e Dejan Petković. Saiu-se bem no retorno ao clube onde iniciara a carreira: ganhou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste de 1997, marcando ainda oito gols em oito partidas do Campeonato Brasileiro de 1997, mas o rubro-negro baiano não conseguiu chegar às fases finais.

Bebeto saiu do Vitória para o Cruzeiro ainda naquele ano, contratado especialmente para disputar o Mundial Interclubes. Pesou na sua decisão a oportunidade de demonstrar serviço, mesmo veterano, à Seleção Brasileira. Não rolou e Bebeto voltou ao Rio de Janeiro, agora como jogador do Botafogo.

No primeiro semestre de 1998, faturou o Torneio Rio-São Paulo e, a despeito de não ter conseguido grandes conquistas, deixou o alvinegro logo após a perda da Copa do Brasil de 1999 diante do Juventude. Logo depois, acertou transferência para a equipe mexicana do Toros Neza.

Não se deu bem no México – o Toros fez má campanha que provocaria o rebaixamento. Foi para o Kashima Antlers, time dirigido pelo ex-colega Zico. Embora não tenha feito muito no Kashima, conseguiu um Campeonato Japonês. No ocaso de sua carreira, Bebeto chegou ainda a retornar brevemente ao Vitória e ao Vasco, onde reeditou sua dupla célebre com Romário. Seu último clube profissional foi o Al-Ittihad, em 2002: no início do ano, aposentado, o atacante de 38 anos chegara a acertar novamente com o Vasco, mas desfez o contrato para ganhar US$ 1,1 milhão por uma temporada no clube da Arábia Saudita.

Pela Seleção Brasileira sub-20, ganhou o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1983. Dois anos depois, estreou pela Seleção principal, mas, muito jovem e com bastante concorrência no ataque, acabou deixado de fora da Copa do Mundo de 1986. Dois anos depois da Copa do México, foi para as Olimpíadas de 1988, iniciando sua dupla de sucesso com Romário.

Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na Seleção, ao ser o artilheiro da competição. Naquele mesmo ano, foi eleito o melhor jogador das Américas. Apesar disso, acabou deixado na reserva por Sebastião Lazaroni no mundial. O treinador definia que os atacantes seriam titulares em função de suas respectivas duplas: Careca só jogaria ao lado de Müller, e Bebeto com Romário.

Após quatro anos afastado de torneios pela Seleção, foi chamado para a Copa do Mundo de 1994 pelo seu grande desempenho no Deportivo La Coruña, realizando grande dupla com Romário.

Dois anos depois, Bebeto voltou aos Estados Unidos, como um dos três jogadores brasileiros acima de 23 anos que jogariam as Olimpíadas de 1996. Aos 32 anos, ele encerrou os Jogos de Atlanta como artilheiro, mas com três de seus seis gols marcados na desinteressada disputa pelo bronze contra Portugal – nas semifinais, o Brasil perdeu por 3 x 4 para a Nigéria no gol de ouro da prorrogação.

Em dezembro de 1997, mesmo após a derrota pelo Cruzeiro no Mundial Interclubes, integrou a Seleção Brasileira que faturou pela primeira vez a Copa das Confederações, embora na reserva: Ronaldo o substituíra na dupla com Romário. O bom desempenho no Botafogo no início de 1998 o garantiu na Copa do Mundo da França, apesar dos 34 anos. Seria novamente reserva de Ronaldo e Romário, mas o Baixinho teve de ser cortado. Com isso, Bebeto acabou requisitado para fazer a dupla com o Fenômeno.

E assim ficamos com a memória do craque Bebeto, autor de vários gols com a amarelinha.

No último Craque é CraqueBatistuta.

Craque é Craque – Batistuta

21 ago

Hoje vamos falar de um dos grandes artilheiros da história da argentina, a fera Gabriel Batistuta!

Batistuta, ou, melhor, Batigol, era um artilheiro nato, a verdadeira definição de matador! Tinha um posicionamento e domínio de bola extraordinários, batia muito forte e muito rápido na bola. Com ele não tinha essa de driblinho, tabelinha… o negócio era mandar a bola pro fundo do gol!

Ainda por cima, se deslocava muito bem da linha de impedimento, cobrava faltas, era grande cabeceador e chutava muito bem de primeira!

A história do craque é a seguinte: apareceu já muito tarde no futebol, pois só aos dezessete anos deixou o basquetebol, inspirado pela Copa do Mundo de 1986, vencida pela Argentina. Começou no Newell’s Old Boys, em 1988. Em seu primeiro semestre no time de Rosário, Batistuta chegou à final da Taça Libertadores da América.

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Batistuta foi contrado pelo River Plate, clube que lhe deu poucas oportunidades. Como vingança, trocou o clube pelo arquirrival Boca Juniors. No Clausura, Batistuta enfim mostrou sua melhor forma, marcando cinco vezes nos três primeiros jogos. Fez tantos gols que acabou sendo convocado para a seleção argentina.

O goleador não ficou no Boca por muito tempo: após a Copa América, vencida pela Argentina com ele como artilheiro, foi transferido para o futebol italiano, contratado pela Fiorentina. Sua passagem efêmera e sem títulos oficiais não o impediria de ser considerado, todavia, como um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors.

Depois de algumas dificuldades de adaptação, Batistuta impôs-se definitivamente no time de Florença. Na primeira temporada, já marcou 13 vezes no defensivo futebol italiano. Na segunda, foram 16 em 27 jogos. Contudo, a Fiorentina acabou descendo de divisão. Apesar do rebaixamento, Batistuta manteve-se fiel à equipe e, com seus gols, ajudou o clube a retornar à Serie A na temporada seguinte.

Regressou à divisão principal do campeonato italiano em 1994/1995 e foi o artilheiro da competição com 26 gols, quebrando um recorde de gols no campeonato. Outra marca que ele superou na Bota foi o de gols em jogos consecutivos, marcando 13 vezes em 11 partidas.

Apesar de já ser considerado um dos melhores atacantes do mundo e de ter muitas propostas de clubes europeus TOP, Batistuta optou por permanecer diversas temporadas na Fiorentina, um clube mediano. Essa fidelidade valeu-lhe uma estátua oferecida pelos tifosi gigliati.

Durante seus anos de Fiorentina, teve grandes jogadores como companheiros de equipe, como Rui Costa, Effenberg, Brian Laudrup, Stefan Schwarz, Andrey Kanchelskis, Michele Serena, Stefano Borgonovo, Sandro Cois e Angelo Di Livio e cinco brasileiros: os tetracampeões mundiais de 1994 Dunga, Mazinho e Márcio Santos e Edmundo.

Em 2001, após dez anos como jogador da Fiorentina – tendo marcado 40% dos gols da equipe no período -, foi vendido para a Roma, protagonizando a até então segunda mais cara transferência da história do futebol mundial.

Na capital italiana, foi jogar ao lado de grandes estrelas como Cafu, Montella, Delvecchio e Totti. Logo no primeiro ano de clube, Batigol marcou 20 gols e a Roma foi campeã italiana, algo que já não acontecia desde a temporada 1982/1983.

A próxima temporada de Batistuta não rendeu tanto. Acabou emprestado à Inter na janela de transferências. A equipe de Milão, buscando substituir Ronaldo, trouxera os goleadores argentinos da capital: Batistuta chegou juntamente com Hernán Crespo, que era da Lazio.

Os nerazzurri terminariam a temporada 2002/03 em segundo, mas Batigol não ficou até o final. Com seu desempenho atrapalhado por lesões, saiu ainda no decorrer das disputas, atraído pela vantajosa proposta financeira do futebol do Qatar, que naquele 2003 seduzira também Romário. No pequeno país do Oriente Médio, foi campeão e artilheiro pelo Al-Arabi Doha, onde encerrou em 2005 a carreira, após não conseguir um acerto com o Boca Juniors.

Batistuta ainda cravou seu nome na história da seleção argentina, onde é o maior artilheiro em copas (10 gols) e o maior artilheiro da história (56 gols).

No último Craque é CraqueYashin.

Craque é Craque – Yashin

13 ago

Boooooooooom dia segunda-feira com Além do Placar de volta! E, para recomeçar em grande estilo, trazemos um baaaaaaaita goleiro no Craque é Craque: Lev Yashin!

Yashin foi um dos, senão o maior, goleiro da história do futebol. Esse russo demonstrava agilidade, reflexo, saltos e frieza única. Os atacantes tremiam na frente dele, principalmente na hora dos pênaltis, onde reza a lenda que ele nunca dava rebote, simplesmente agarrava a bola para valer!

Era conhecido como Aranha Negra na América do Sul, ou Pantera Negra na Europa, devido ao seu uniforme todo preto. Yashin é o único goleiro até hoje a ganhar a Bola de Ouro da France Football, prêmio para o melhor jogador da Europa, em 1963.

Quando se aposentou, em jogo-despedida de 1971, a FIFA resolveu homenageá-lo com uma medalha de ouro especial, por sua extraordinária contribuição ao esporte. Foi um entre tantos reconhecimentos que recebeu durante e após a vida, sendo popularmente considerado o melhor goleiro do século XX.

Mesmo que Yashin, por ironia, jamais tenha sido eleito o melhor goleiro em uma Copa do Mundo, a FIFA voltou a homenagear-lhe, em 1994, quatro anos após sua morte, batizando com seu nome o prêmio dado oficialmente ao melhor goleiro de uma Copa. O troféu Lev Yashin seria posteriormente renomeado para Luva de Ouro.

Começou sua carreira como goleiro de hóquei no gelo na equipe de fábrica de ferramentas onde trabalhava em plena Segunda Guerra Mundial e aos catorze anos decidiu atuar como goleiro de futebol.

Yashin defendeu o Dínamo de Moscou por toda a sua carreira de 22 anos, onde ingressou em 1949. O início não foi fácil, ganhou a posição em 1953, ficando até 1958 sem tomar um unico gol. Naquele ano, ele, um fã de hóquei no gelo, decidiu recusar uma convocação da Seleção Soviética de Hóquei para concentrar-se no futebol.

Sua era de ouro com o Dínamo iniciaria-se no ano seguinte, conquistando seu primeiro campeonato soviético pelo clube. Venceria a Liga outras quatro vezes (1955, 1957, 1959 e 1963). Foi também três vezes campeão da Copa da URSS (em 1953, 1967 e 1970). Entretanto, seus outros feitos no Dínamo são difíceis de se apurar com rigor, pois os melhores momentos de Yashin no clube foram nos mais fechados tempos de comunismo na Guerra Fria.

Pela seleção, disputou quatro copas do mundo e foi campeão olímpico em 1956. Foi um dos poucos goleiros que conseguiu parar o ataque brasileiro formado por Garrincha e Pelé. Aliás, segundo a lenda, Yashin defendeu 150 pênaltis na carreira e não levou gol em 270 jogos.

Yashin também prezava pela antevisão dos lances adversários, antecipando de suas observações o movimento de defesa. Foi ele o responsável por espalhar a noção de um goleiro avançado em relação à sua área, comportando-se como um líbero.

A frieza de Yashin vinha de um ritual pouco comum em que ele se submetia antes de jogos importantes. Nessas ocasiões, o goleiro sempre fumava um cigarro “para acalmar os nervos” e tomava uma vodca “para tonificar os músculos”.

A paixão do goleiro pode ser demonstrada quando disse: “A alegria de ver Yuri Gagarin no espaço só é superada pela alegria de uma boa defesa de um pênalti”. E assim fechamos a história de Yashin, quisá o melhor goleiro do mundo.

No último Craque é CraqueMichael Laudrup

Craque é Craque – Michael Laudrup

23 jul

O Craque é Craque de hoje vem com um dos camisas 10 mais técnicos e geniais que o pleneta já viu: o bonitão dinamarquês Michael Laudrup.

Laudrup foi um jogador incrivelmente técnico, perfeito em seus dribles, passes e lançamentos. Segundo Jorge Valdano, “tinha olhos para todo os lados”, só isso o permitia antever o jogo e fazer jogadas sensacionais!

Beckenbauer o classificou como o melhor jogador da década de 90. Romário disse que foi o melhor jogador com quem dividiu o gramado. Além de toda a técnica, Laudrup fazia vários gols, com chutes potentes de meia e longa distância. Além de tudo isso, era o mestre do passe da cavadinha!

Ainda com treze anos, o jovem Laudrup foi sondado pelo Ajax, um dos grandes times europeus da década de 1970. Entretanto, seu pai o achava muito jovem para sair do país e não permitiu que fosse treinar nos juvenis da equipe neerlandesa. Naquela idade, acabou parando nos juvenis do pequeno Kjøbenhavns, onde quatro anos depois iniciou a carreira profissional. Uma temporada depois e já estava no Brøndby, um dos grandes clubes do país.

Laudrup foi finalmente comprado pela Juventus. Primeiro, foi emprestado à Lazio. Passou dois anos na equipe romana, antes de jogar pela Juve. Em sua primeira temporada jogando pela Vecchia Signora, foi campeão italiano e do Mundial Interclubes. Na segunda, a de 1986-87, sofreu com lesões, e seu time não conquistou troféus. A terceira foi mais complicada: Platini havia aposentado-se e as responsabilidades de liderar a equipe de Turim caíram sobre os ombros do jovem de 23 anos que brilhara na Copa do Mundo de 1986 com a Dinamarca.

O jejum de conquistas continuou e Laudrup acabou vendido ao Barcelona em 1989. O clube catalão vivia em decadência: desde 1960 até aquele momento, conquistara apenas dois campeonatos espanhóis e perdera duas Copa dos Campeões da UEFA sendo o time favorito – em 1961, para o Benfica, e em 1985, para o Steaua Bucareste.

Na época, Laudrup estava saindo de um dos melhores times da Europa para uma equipe desacreditada. Mas ali ele se encaixaria perfeitamente no esquema ditado pelo técnico Johan Cruijff. Seria também um dos estrangeiros permitidos, desta vez três, ao lado do neerlandês Ronald Koeman e do búlgaro Hristo Stoichkov.

Laudrup tornou-se ídolo, participando do renascimento do Barça no cenário doméstico, com quatro títulos seguidos na Liga Espanhola a partir de 1990; e internacional, com a primeira conquista do clube na Copa dos Campeões, em 1992. Desde 1993, a vaga de três estrangeiros foi alternada entre os três já presentes no clube e o recém-contratado brasileiro Romário.

Na decisão da Copa dos Campeões de 1994, Laudrup acabaria sendo o não-escalado – a equipe acabaria goleada por 0 x 4 para o Milan. O arquirrival Real Madrid soube se aproveitar da provável insatisfação do dinamarquês e o contratou, para reagir à ascensão do Barcelona. Curiosamente, tornou-se colega daquele que fora seu carrasco especialmente na Copa de 1986, Emilio Butragueño.

Em sua primeira temporada na equipe merengue, conseguiu individualmente seu quinto título espanhol seguido. Além disso, inspirou uma goleada de 5 x 0 sobre o ex-clube. A segunda temporada de Laudrup no Real acabou não sendo tão boa. A equipe entrou em crise que resultou na demissão de Valdano, e ainda viu o rival Atlético de Madrid conseguir o dublete nos títulos do Espanhol e da Copa do Rei. Laudrup, já com 32 anos, acabou cedido ao Vissel Kobe.

Após um ano escondido no Japão, Laudrup transferiu-se justamente para a equipe que lhe quisera vinte anos antes, o Ajax. Passou uma temporada no clube de Amsterdã, a de sua aposentadoria, mas o suficiente para vencer o Campeonato Neerlandês e a Copa dos Países Baixos, esta com direito a um 5 x 0 no arquirrival PSV Eindhoven.

Pela seleção, Laudrup estreou pela Dinamarca em 1982, quando ainda estava no Brøndby. Dois anos depois, figurou na Eurocopa 1984. O país avançou às semifinais, caindo nos pênaltis contra a Espanha. Laudrup acertou a sua cobrança.

Em 1986 é que apareceria ao mundo, na Copa do Mundo de 1986, apesar de ter ido ao mundial credenciado com o título italiano na Juventus. A desconhecida Dinamáquina realizara uma primeira fase irrepreensível, com vitórias sobre Escócia, Alemanha Ocidental e Uruguai. O mesmo planeta que se encantou com os nórdicos nada entendeu quando eles foram batidos nas oitavas-de-final por um 5 x 1 da mesma burocrática Espanha.

Dois anos depois, outra vez a Espanha derrotaria a Dinamarca na Eurocopa 1988, desta vez por 3 x 2. O país não se classificou para a Copa do Mundo de 1990 e a Eurocopa 1992. O país não havia se classificado para a Copa do Mundo de 1994 e, na Eurocopa 1996, acabaria eliminado na primeira fase, mesmo somando quatro pontos. Michael Laudrup, doze anos após 1986, finalmente pôde jogar sua segunda Copa no mundial de 1998.

Além de ser o único remanescente da Dinamáquina de 1986, continuou a ser o dínamo da nova equipe: se antes se caracterizava pela velocidade, em 1998 municiou os companheiros, liderando os nórdicos ao lado dos veteranos Brian Laudrup e Peter Schmeichel. Despediu-se da Dinamarca ao fim do torneio, sendo considerado por Carlos Alberto Parreira o jogador que melhor fez assistências no mundial.

Laudrup ainda figura no futebol como treinador de pequenas equipes.

No último Craque é CraqueThierry Henry.

Craque é Craque – Thierry Henry

16 jul

Hoje o Craque é Craque traz um cara que foi e ainda é um ídolo para mim. O grande jogador e atacante fracês Thierry Henry!

Henry é um atacante único, sua habilidade e porte físico permitiram arrancadas fatais, o cara ia driblando Deus e o mundo! Tinha um puta domínio de bola, ligação direta funciona se você tem o Henry no comando do ataque.

Além disso, Henry era um jogador muito arisco e vertical, ou seja, driblava sempre para frente e já batia para o gol, como era muito calmo na frente do goleiro e tinha um chute muito forte, isso geralmente se transformava em gols. E ainda era fera no Winning Eleven!

Henry começou a carreira no Mônaco, onde primeiramente jogava como meia-esquerda. Foi deslocado para o ataque, ajudou o time a ganha a Liga em 96-97 e com isso veio a transferência para a Juventus. Na Itália, Henry jogava como ponta, mas não se adaptou ao esquema defensivo e foi embora com apenas 3 gols no currículo.

Chegou ao Arsenal um pouco desacreditado, mas logo mostrou serviço. Arsene Wenger o deslocou para ser um ponta-de-lança no ataque e assim tornou-se o principal jogador da equipe. Henry marcou mais de 20 gols em todas as suas temporadas no Arsenal, menos em 06-07, onde ficou muito tempo no estaleiro por conta de uma lesão.

Com os Gunners, coleciounou títulos e recordes. É o maior artilheiro da história do Arsenal, com 226 gols.
Na temporada 03-04, comandou o Dream Team do Arsenal, campeão inglês invicto.

Tanto em 2002, quanto em 2003, Henry foi eleito o segundo melhor jogador do mundo, atrás de Ronaldinho Gaúcho. Nesses anos, porém, levou a chuteira de ouro como maior artilheiro da europa.

Em 2007, foi para o Barça e marcou muitos gols nas suas duas primeiras temporadas, fechando ambas com mais de 20 bolas na rede. A temporada 09-10 não foi tão boa para o time e Henry foi um dos sacados do Barcelona.

De lá foi para o New York Red Bulls, seu time atual. Passou um curto tempo no Arsenal por empréstimo, enquanto a liga americana desfrutava das férias.

Pela seleção francesa, foi campão da Euro 2000, desclassificou o Brasil na Copa de 2006 na cagada do Roberto Carlos e participou do papelão de 2002, onde só jogou uma partida em função de contusão.

The King is about to retire. Logo menos deixaremos de ver esse craque em campo, uma tristeza para o futebol, pois Henry é um jogador que entrou para a história. Long live the king!

No último Craque é CraqueAndrés Iniesta

Craque é Craque – Andrés Iniesta

10 jul

E começa a semana no Além do Placar em grande estilo, com Craque é Craque contando a história do ilusionista Andrés Iniesta.

Iniesta é um meia espanhol que dedicou toda sua carreira ao FC Barcelona. É um meia raro, incrivelmente criativo, técnico, habilidoso, driblador e com uma visão de jogo extraordinária, que permite que seja reconhecido como o rei das assistências.

Andrés Iniesta também é um dos principais responsáveis pelo domínio e estilo do Barcelona dos últimos anos. O rapaz traduz muito bem o estilo de jogo azul-grená, conduz boa parte do toque de bola da equipe e tem um aproveitamento ridículo nos passes, chega a dar mais de 90 por jogo sem errar um único toque se quer!

O jogador chegou ao FC Barcelona em setembro de 1996, quando tinha 12 anos. Em pouco tempo passou a ser uma das jovens promessas das categorias inferiores do clube catalão. Jogou durante duas temporadas no Barcelona B até que, na temporada 2002-03, estreou na equipe principal sob o comando de Louis van Gaal. Nessa época, ele tinha até cabelo.

Na temporada 2004-05, passou a formar parte definitivamente do plantel da equipe principal, e participou muito ativamente na conquista do título de campeão da Liga Espanhola. Apesar disso, não foi titular habitualmente na maioria das partidas sob o comando de Frank Rijkaard, e quando jogava, era costume ser o primeiro a sair na metade do segundo tempo. Depois disso, só não jogou uma partida da liga e foi, participando em 37 jogos, o jogador do elenco que foi mais ativo, juntamente a Samuel Eto’o.

Em 17 de maio de 2006, participou na final da Liga dos Campeões, liga na qual o Barcelona venceu e conquistou seu segundo título. Sua camisa inicialmente era a de número 24, porém, em 19 de junho de 2007, se outorgou com a 8, deixada por Ludovic Giuly, que havia se transferido para a AS Roma. Esta camisa ele já havia usado anteriormente nas categorias de base.

Em 25 de janeiro de 2008, renovou com o Barcelona até 30 de junho de 2014, aumentando sua cláusula de rescisão desde os 60 milhões de euros até os 150 milhões.Mostrando seu peso para a equipe, na temporada 2008-09 foi eleito quarto capitão, após Carles Puyol, Xavi Hernández e Víctor Valdés. Em 12 de janeiro de 2009 se tornou pública a lista final dos concorrentes ao prêmios Melhor jogador do mundo pela FIFA 2008 onde Andrés Iniesta figurava como o mais novo dentre os integrantes da lista.

Nas temporadas seguintes, mais títulos vieram para o clube catalão e mais consistente Iniesta se mostrava no elenco do Barça. Com a chegada de Josep Guardiola para o comando da equipe, Andrés foi decisivo nas inúmeras conquistas do clube na temporada 2008-09, inclusive sendo considerado o melhor jogador da semifinal da Liga dos Campeões da UEFA daquela temporada, quando marcou o gol da classificação do Barcelona para a decisão do campeonato, aos 93 minutos, contra o Chelsea.

Na final, deu passe para o gol de Eto’o, o primeiro da vitória sobre o Manchester United por 2-0. A Liga dos Campeões veio novamente para o Barça duas temporadas depois, na edição de 2010-11, com Iniesta permanecendo como titular absoluto e tendo um fundamental papel dentro da equipe, atuando em 10 das 13 partidas do torneio, fora apenas quando esteve lesionado ou poupado.

Iniesta também fez sucesso na seleção pelas categorías inferiores. No ano de 2001, foi titular nas seleções de base espanholas que ganharam tanto a Eurocopa sub-16 como a Eurocopa sub-19. Em 2003, jogou a final da Copa do Mundo juvenil da FIFA nos Emirados Árabes Unidos, e foi eleito membro da “Equipe das Estrelas” do torneio. Posteriormente, foi eleito capitão da equipe Sub-21.

Na sequência, o maior êxito de Iniesta com a seleção espanhola foi quando conseguiu virar titular da equipe principal durante a Eurocopa 2008, disputada na Áustria e Suíça. Em 29 de junho de 2008, no Estádio Ernst Happel de Viena, se consagraria como campeão da Eurocopa.

Em 2010, na Copa do Mundo da África do Sul, foi autor do gol que deu o título ao seu país, aos 116 minutos da final. Na comemoração do gol, ele mostrou uma camiseta com a seguinte mensagem: “Dani Jarque – Siempre con nosotros” em tributo ao seu amigo e também futebolista Daniel Jarque, que havia falecido um ano antes. Após a partida, a FIFA o elegeu como o melhor em campo.

Na Eurocopa 2012, Iniesta conduzio a Espanha a mais um título e foi eleito o melhor jogador do torneio. Confira abaixo alguns lances desse verdadeiro craque.

Iniesta para mim é um jogador completo. Lançamentos, passes, assistências, dribles, domínio de bola, dribles, arrancadas, chutes, visão de jogo, inteligência, técnica, criatividade… a lista de adjetivos não para. Candidato fortíssimo ao título de melhor do mundo 2012 e quem sabe de melhor jogador da Copa do Mundo de 2014.

No último Craque é CraqueRiquelme.

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