Craque é Craque – Bebeto

10 set

Faz tempo que não rolava um Craque é Craque, voltemos então com um belo atacante brasileiro, algo em falta nos dias de hoje: BEBETO!

Como jogador, foi Tetracampeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994 e vicecampeão na de 1998. Uma de suas marcas registradas era o gol de voleio, onde rebatia a bola num salto de lado, geralmente caindo no chão, e mandando direto pro gol.

Mundialmente, Bebeto ficou imortalizado pela comemoração onde simulava embalar o recém-nascido filho Matheus, realizada após ele marcar o segundo gol do Brasil contra os Países Baixos na Copa de 1994.

Bebeto começou sua carreira em 1982, no Vitória, destacando-se e de lá transferiu-se para o Flamengo no ano seguinte. Em 84 e 85, ficou sem ganhar um único título. Bebeto só foi conquistar seu primeiro título em 1986, um Carioca sobre o Vasco.

Em 1987, finalmente ganharia de vez o coração da torcida. O Flamengo perdeu o Carioca para o Vasco, mas no torneio Copa União, o jovem marcou um gol por jogo, inclusive o solitário tento do título na final, contra o Internacional. Em 89, Bebeto veio com uma grande surpresa: troco o Flamengo pelo arquirrival Vasco da Gama para as disputas do Brasileirão de 1989.

Apesar da controversa transferência, deu-se bem: mesmo criticado, o elenco conseguiu quebrar quinze anos de jejum e faturar o segundo título brasileiro do clube. Bebeto participou ativamente da conquista daquela SeleVasco, repleta de garotos: Luiz Carlos Winck, Marco Antônio Boiadeiro, William, Sorato e Mazinho, além de Acácio e Quiñónez.

Em 1992, a situação voltou a melhorar: o Vasco faturou o Carioca e vinha bem no Brasileiro, liderando a fase inicial, com Bebeto, em grande fase, fazendo dupla com o jovem Edmundo. Porém, na segunda fase de grupos, o clube perdeu a vaga na final para o arquirrival Flamengo, que se sagraria campeão. Restou a Bebeto a artilharia do campeonato e as primeiras e únicas Bolas de Prata da Placar, como um dos melhores atacantes e também como o artilheiro daquela edição do Brasileirão. Seu desempenho chamou a atenção de uma pequena equipe espanhola, o Deportivo La Coruña.

Chegou com outro brasileiro ao clube galego, Mauro Silva. Bebeto logo demonstra seu faro de gol: termina a sua primeira temporada em La Liga, a de 1992/93, artilheiro com 29 gols. O Depor termina em terceiro, atrás apenas da dupla Barcelona e Real Madrid. Os prognósticos para a temporada seguinte foram mais promissores, com o clube disputando a Copa da UEFA pela primeira vez.

Em 96, aos 32 anos, Bebeto deixou o Deportivo, voltando ao Flamengo, em uma transação que envolveu a ida de Romário, então o grande ídolo rubro-negro, para o Valencia. Deixou a Galiza como o maior artilheiro da história do clube, que por um tempo continuaria a disputar assiduamente os títulos nacionais.

Após sete anos, voltou ao Flamengo para as disputas do Campeonato Brasileiro de 1996. Porém, a relação com a torcida rubro-negra não era a mesma; poucos haviam se esquecido que, em 1989, o atacante declarou-se vascaíno na infância, ao chegar a São Januário. O Flamengo fez péssima campanha no Brasileirão e Bebeto acabou sendo responsabilizado.

Ainda em 1996, desligou-se novamente do Flamengo e voltou à Espanha, agora para jogar no Sevilla, mas não se saiu bem. Em 1997, transferiu-se para o Vitória, graças ao patrocínio do Banco Excel-Econômico, que trouxe ainda Túlio e Dejan Petković. Saiu-se bem no retorno ao clube onde iniciara a carreira: ganhou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste de 1997, marcando ainda oito gols em oito partidas do Campeonato Brasileiro de 1997, mas o rubro-negro baiano não conseguiu chegar às fases finais.

Bebeto saiu do Vitória para o Cruzeiro ainda naquele ano, contratado especialmente para disputar o Mundial Interclubes. Pesou na sua decisão a oportunidade de demonstrar serviço, mesmo veterano, à Seleção Brasileira. Não rolou e Bebeto voltou ao Rio de Janeiro, agora como jogador do Botafogo.

No primeiro semestre de 1998, faturou o Torneio Rio-São Paulo e, a despeito de não ter conseguido grandes conquistas, deixou o alvinegro logo após a perda da Copa do Brasil de 1999 diante do Juventude. Logo depois, acertou transferência para a equipe mexicana do Toros Neza.

Não se deu bem no México – o Toros fez má campanha que provocaria o rebaixamento. Foi para o Kashima Antlers, time dirigido pelo ex-colega Zico. Embora não tenha feito muito no Kashima, conseguiu um Campeonato Japonês. No ocaso de sua carreira, Bebeto chegou ainda a retornar brevemente ao Vitória e ao Vasco, onde reeditou sua dupla célebre com Romário. Seu último clube profissional foi o Al-Ittihad, em 2002: no início do ano, aposentado, o atacante de 38 anos chegara a acertar novamente com o Vasco, mas desfez o contrato para ganhar US$ 1,1 milhão por uma temporada no clube da Arábia Saudita.

Pela Seleção Brasileira sub-20, ganhou o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1983. Dois anos depois, estreou pela Seleção principal, mas, muito jovem e com bastante concorrência no ataque, acabou deixado de fora da Copa do Mundo de 1986. Dois anos depois da Copa do México, foi para as Olimpíadas de 1988, iniciando sua dupla de sucesso com Romário.

Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na Seleção, ao ser o artilheiro da competição. Naquele mesmo ano, foi eleito o melhor jogador das Américas. Apesar disso, acabou deixado na reserva por Sebastião Lazaroni no mundial. O treinador definia que os atacantes seriam titulares em função de suas respectivas duplas: Careca só jogaria ao lado de Müller, e Bebeto com Romário.

Após quatro anos afastado de torneios pela Seleção, foi chamado para a Copa do Mundo de 1994 pelo seu grande desempenho no Deportivo La Coruña, realizando grande dupla com Romário.

Dois anos depois, Bebeto voltou aos Estados Unidos, como um dos três jogadores brasileiros acima de 23 anos que jogariam as Olimpíadas de 1996. Aos 32 anos, ele encerrou os Jogos de Atlanta como artilheiro, mas com três de seus seis gols marcados na desinteressada disputa pelo bronze contra Portugal – nas semifinais, o Brasil perdeu por 3 x 4 para a Nigéria no gol de ouro da prorrogação.

Em dezembro de 1997, mesmo após a derrota pelo Cruzeiro no Mundial Interclubes, integrou a Seleção Brasileira que faturou pela primeira vez a Copa das Confederações, embora na reserva: Ronaldo o substituíra na dupla com Romário. O bom desempenho no Botafogo no início de 1998 o garantiu na Copa do Mundo da França, apesar dos 34 anos. Seria novamente reserva de Ronaldo e Romário, mas o Baixinho teve de ser cortado. Com isso, Bebeto acabou requisitado para fazer a dupla com o Fenômeno.

E assim ficamos com a memória do craque Bebeto, autor de vários gols com a amarelinha.

No último Craque é CraqueBatistuta.

Uma resposta to “Craque é Craque – Bebeto”

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  1. Craque é Craque – Ademir da Guia « - 10/08/2012

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