Craque é Craque – Michael Laudrup

23 jul

O Craque é Craque de hoje vem com um dos camisas 10 mais técnicos e geniais que o pleneta já viu: o bonitão dinamarquês Michael Laudrup.

Laudrup foi um jogador incrivelmente técnico, perfeito em seus dribles, passes e lançamentos. Segundo Jorge Valdano, “tinha olhos para todo os lados”, só isso o permitia antever o jogo e fazer jogadas sensacionais!

Beckenbauer o classificou como o melhor jogador da década de 90. Romário disse que foi o melhor jogador com quem dividiu o gramado. Além de toda a técnica, Laudrup fazia vários gols, com chutes potentes de meia e longa distância. Além de tudo isso, era o mestre do passe da cavadinha!

Ainda com treze anos, o jovem Laudrup foi sondado pelo Ajax, um dos grandes times europeus da década de 1970. Entretanto, seu pai o achava muito jovem para sair do país e não permitiu que fosse treinar nos juvenis da equipe neerlandesa. Naquela idade, acabou parando nos juvenis do pequeno Kjøbenhavns, onde quatro anos depois iniciou a carreira profissional. Uma temporada depois e já estava no Brøndby, um dos grandes clubes do país.

Laudrup foi finalmente comprado pela Juventus. Primeiro, foi emprestado à Lazio. Passou dois anos na equipe romana, antes de jogar pela Juve. Em sua primeira temporada jogando pela Vecchia Signora, foi campeão italiano e do Mundial Interclubes. Na segunda, a de 1986-87, sofreu com lesões, e seu time não conquistou troféus. A terceira foi mais complicada: Platini havia aposentado-se e as responsabilidades de liderar a equipe de Turim caíram sobre os ombros do jovem de 23 anos que brilhara na Copa do Mundo de 1986 com a Dinamarca.

O jejum de conquistas continuou e Laudrup acabou vendido ao Barcelona em 1989. O clube catalão vivia em decadência: desde 1960 até aquele momento, conquistara apenas dois campeonatos espanhóis e perdera duas Copa dos Campeões da UEFA sendo o time favorito – em 1961, para o Benfica, e em 1985, para o Steaua Bucareste.

Na época, Laudrup estava saindo de um dos melhores times da Europa para uma equipe desacreditada. Mas ali ele se encaixaria perfeitamente no esquema ditado pelo técnico Johan Cruijff. Seria também um dos estrangeiros permitidos, desta vez três, ao lado do neerlandês Ronald Koeman e do búlgaro Hristo Stoichkov.

Laudrup tornou-se ídolo, participando do renascimento do Barça no cenário doméstico, com quatro títulos seguidos na Liga Espanhola a partir de 1990; e internacional, com a primeira conquista do clube na Copa dos Campeões, em 1992. Desde 1993, a vaga de três estrangeiros foi alternada entre os três já presentes no clube e o recém-contratado brasileiro Romário.

Na decisão da Copa dos Campeões de 1994, Laudrup acabaria sendo o não-escalado – a equipe acabaria goleada por 0 x 4 para o Milan. O arquirrival Real Madrid soube se aproveitar da provável insatisfação do dinamarquês e o contratou, para reagir à ascensão do Barcelona. Curiosamente, tornou-se colega daquele que fora seu carrasco especialmente na Copa de 1986, Emilio Butragueño.

Em sua primeira temporada na equipe merengue, conseguiu individualmente seu quinto título espanhol seguido. Além disso, inspirou uma goleada de 5 x 0 sobre o ex-clube. A segunda temporada de Laudrup no Real acabou não sendo tão boa. A equipe entrou em crise que resultou na demissão de Valdano, e ainda viu o rival Atlético de Madrid conseguir o dublete nos títulos do Espanhol e da Copa do Rei. Laudrup, já com 32 anos, acabou cedido ao Vissel Kobe.

Após um ano escondido no Japão, Laudrup transferiu-se justamente para a equipe que lhe quisera vinte anos antes, o Ajax. Passou uma temporada no clube de Amsterdã, a de sua aposentadoria, mas o suficiente para vencer o Campeonato Neerlandês e a Copa dos Países Baixos, esta com direito a um 5 x 0 no arquirrival PSV Eindhoven.

Pela seleção, Laudrup estreou pela Dinamarca em 1982, quando ainda estava no Brøndby. Dois anos depois, figurou na Eurocopa 1984. O país avançou às semifinais, caindo nos pênaltis contra a Espanha. Laudrup acertou a sua cobrança.

Em 1986 é que apareceria ao mundo, na Copa do Mundo de 1986, apesar de ter ido ao mundial credenciado com o título italiano na Juventus. A desconhecida Dinamáquina realizara uma primeira fase irrepreensível, com vitórias sobre Escócia, Alemanha Ocidental e Uruguai. O mesmo planeta que se encantou com os nórdicos nada entendeu quando eles foram batidos nas oitavas-de-final por um 5 x 1 da mesma burocrática Espanha.

Dois anos depois, outra vez a Espanha derrotaria a Dinamarca na Eurocopa 1988, desta vez por 3 x 2. O país não se classificou para a Copa do Mundo de 1990 e a Eurocopa 1992. O país não havia se classificado para a Copa do Mundo de 1994 e, na Eurocopa 1996, acabaria eliminado na primeira fase, mesmo somando quatro pontos. Michael Laudrup, doze anos após 1986, finalmente pôde jogar sua segunda Copa no mundial de 1998.

Além de ser o único remanescente da Dinamáquina de 1986, continuou a ser o dínamo da nova equipe: se antes se caracterizava pela velocidade, em 1998 municiou os companheiros, liderando os nórdicos ao lado dos veteranos Brian Laudrup e Peter Schmeichel. Despediu-se da Dinamarca ao fim do torneio, sendo considerado por Carlos Alberto Parreira o jogador que melhor fez assistências no mundial.

Laudrup ainda figura no futebol como treinador de pequenas equipes.

No último Craque é CraqueThierry Henry.

Uma resposta to “Craque é Craque – Michael Laudrup”

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  1. Craque é Craque – Yashin « - 08/13/2012

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