Craque é Craque – Riquelme

4 jul

O Craque é Craque de hoje falará mais um vez de um argentino, aquele que talvez seja o melhor jogador argentino depois de Maradona: Juan Román Riquelme.

Muitos times brasileiros têm pavor só de ouvir seu nome. Riquelme é um dos meias mais talentosos e clássicos que já vi, capaz de desmontar defesas com dribles, passes, visão de jogo e chute apurados.

Iniciou a sua carreira como amador no Argentinos Juniors, antes de se mudar para o Boca Juniors, onde se tornou Bi-campeão da Copa Libertadores da América (2000 e 2001) e um dos maiores ídolos da história do clube.

Não demorou para seu futebol ser cobiçado pelos grandes da Europa e, em 2002, acertou sua transferância para o Barcelona. Após um ano no clube catalão, onde junto com toda a equipe não realizou uma boa temporada, se transferiu para o Villarreal.

Pelo Submarino Amarelo fez grandes partidas e, na companhia de outros jogadores sul-americanos como o argentino Sorín, o uruguaio Diego Forlán e o brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, ajudou a levar o clube ao inédito terceiro lugar no Campeonato Espanhol na temporada 2004/05, o que rendeu ao Villareal uma vaga inédita na Liga dos Campeões da Europa.

Na competição européia, Riquelme foi novamente o grande destaque da equipe que alcançou a semifinal da competição em sua primeira participação na história, tendo eliminado gigantes do velho continente como Manchester United e Internazionale.

Em 2006 disputou pela seleção argentina a Copa do Mundo, na ALemanha. Sendo o camisa 10 da seleção e o principal nome do time, Riquelme sonhava em dar a Argentina o Tri campeonato mundial. Mas a eliminação nos pênaltis nas quartas de final da competição, justamente para a dona da casa, a Alemanha, frustrou totalmente seus planos e de toda a nação argentina.

Após a Copa do Mundo, a vida de Riquelme em seu clube já não era mais a mesma. Mesmo depois de ter levado o Villareal a campanha continental mais importante de sua história , Riquelme teve uma série de desintendimentos com o técnico do time, o chileno Manuel Pellegrini, que o fizeram ser afastado da equipe.

Sem clima e com uma relação totalmente desgastada, Riquelme voltou ao Boca Juniors, tendo sido contratado por empréstimo por apenas 6 meses e recebendo um dos maiores salários da América do Sul. Nesse pequeno período em sua volta ao Boca Juniors, Riquelme se destacou na campanha da Copa Libertadores da América, tendo realizado jogos magnificos e inesquecíveis nas finais contra o Grêmio, que rendeu ao jogador seu terceiro título da competição continental pelo clube, o sexto na história do Boca Juniors e de quebra ainda foi eleito o craque do campeonato.

Após o término de seu contrato de empréstimo com o Boca Juniors, retornou ao Villareal. Porém, o clima no clube continuava totalmente desgastado. Riquelme ficou novamente afastado durante todo o segundo semestre de 2007 e afirmou inclusive aceitar ganhar menos para retornar ao clube de seu coração, o Boca Juniors. Depois de muitas negociações, em janeiro de 2008 o time espanhol negociou definitivamente os direitos do jogador com o Boca, onde Riquelme permanece até hoje.

Pela seleção argentina, além de ter disputado a Copa do Mundo de 2006, Riquelme foi destaque desde as categorias de base. Sua principal conquista foi a medalha de ouro olímpica, conquistada em 2008, quando foi convocado como um dos três jogadores acima da idade permitida nos Jogos Olímpicos. Riquelme era o camisa 10 da seleção argentina antes de Diego Maradona assumir a função de técnico da equipe, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010. Com problemas de relacionamento com o técnico, Riquelme se recusou atuar na seleção no comando de Maradona, alegando que o posicionamento que o colocava em campo não o fazia render tudo que poder.

Riquelme ainda atua pelo Boca Juniors, onde desfila toda sua técnica e talento, pode-se sagrar campeão da Libertadores mais uma vez hoje contra o Corinthians.

Uma pena que seu temperamento e dificuldade de adaptação não tenham proporcionado a carreira de Riquelme como seu talento permitia. É um dos jogadores mais habilidosos, técnicos, criativos e inteligentes de todos os tempos. O manual de todo camisa 10 deveria ser assistir a todos os jogos de Juan Román Riquelme.

Para sempre um craque. Riquelme, 10.

No último Craque é CraqueVerón.

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Uma resposta to “Craque é Craque – Riquelme”

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  1. Craque é Craque – Andrés Iniesta « - 07/10/2012

    […] No último Craque é Craque – Riquelme. […]

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